quinta-feira, dezembro 28, 2006

Posta lamechas

Esta é daquelas que tem de ser, que ele hoje é mesmo a véspera e a malta não é de ferro.

A ver, e ao jeito de introdução, não vou desaparecer para sempre e isto não é nenhuma posta "em memória de" (como alguém dizia num almoço de despedida recente; obrigadinha, hein?).

De qualquer modo, e como dizia a música, "tenho uma lágrima no canto do olho". Como em tantos outros casos, o cliché é válido: só damos valor às coisas quando as perdemos. Felizmente, não é bem o caso; adaptado, seria mais: só damos valor às coisas quando temos de passar sem elas. Ou, no caso da presente posta, às pessoas.

Estou cheia de saudades e ainda não saí de cá. Portanto, vou dar uma de Alanis e agradecer a todas as pessoas que, de repente, parecem importantíssimas na minha vida (se calhar, porque são mesmo). Ora, cá vai:

Aos amigos de longa data, porque me viram crescer (nem que fosse para os lados);
àqueles que parecendo tão longe no tempo, aparecem sempre nos momentos cruciais;
aos que aparentemente não têm absolutamente nada em comum comigo a não ser uma cumplicidade inexplicável;
aos que me fazem rir;
aos que riem comigo;
aos que são capazes de passar noites à procura de músicas para me encherem o mp3;
aos que me estabilizam sempre;
aos que me destabilizam sempre;
aos que me dão importância;
aos que não me dão demasiada importância e me mandam passear;
aos que me ouvem os desatinos;
aos que me deixam ouvir;
aos que me não me obrigam a falar;
aos que suportam as oscilações de humor, a euforia, as neuras, a maionese e o mau génio;
aos que teimam comigo;
aos que aparecem sem se anunciar;
aos que me conhecem o suficiente para saber que não, não tenho bom feitío;
aos que me ajudam a arrumar a cozinha depois dos jantares;
aos dos copos e das noitadas;
aos da palheta;
aos que me recebem;
aos que se deixam ser recebidos;
aos que dão o ombro ou a mão sem fazer perguntas;
aos que se lembram;
aos que se esquecem;
aos da parvoíce contínua;
aos que estão lá quando mais ninguém lá foi;
a um ou dois fabulosos cibernéticos;
à família imensa;
aos que vão ler isto e se reconhecem;
aos que vão ler isto e não se apercebem;
aos que não vão ler isto.

Resmas e cilindros de obrigados. E como não sei quando voltarei a escrever nesta (já desleixada) página: um fabuloso 2007 (luso ou estrangeiro). May the mayonese be with you.

8 comentários:

Camélia disse...

Txim txim Mipinha! Saúdo-te de copo em riste! Cá te esperamos! Que regresses bem bronzeada, com conhecimento absoluto de bananas e completamente satisfeita por teres tomado a decisão que tomaste!

Beijos, muitos, muitos, muitos!

cinderela disse...

Também vou ter muuuuuuuuitas saudades tuas, mas o que mais quero é que sejas muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito, mas mesmo muiiiiiiiiiiito feliz. É isso que importa. E quem sabe, não apareço lá com a Isa.
Boa viagem e que comeces o ano da melhor maneira do mundo!!
Um 'ganda' xi-coração!

C. disse...

Muita banana! Aquela terra não voltará a ser a mesma...

Beijos! :)

ISA disse...

pqp tá LINDO. vou posta lo no meu blog se n te importas. bjs mil. combinámos ontem, vamos te visitar em agosto. get ready

Osga Esparramada disse...

I'm always with you!
Sempre!
Baci da Osga Esparramata

Rui disse...

Olha, foi...

Anónimo disse...

MAS volta!!!! :-D

bonifaceo disse...

E que corra tudo pelo melhor, sem grandes complicações, nesse novo sítio.
Beijos.