Depois de andar quase um ano calçada com isto, como é que vou conseguir voltar a meter os pés dentro de sapatos?...
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sexta-feira, setembro 14, 2007
quinta-feira, junho 29, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
sexta-feira, maio 12, 2006
Dúvida existencial # 28
Será que tenho de ir viver para o Norte?
Apontaram-me a atenção para o facto de falar demasiado alto. A "acusação" foi pública, dando lugar à expressão de algumas opiniões. Houve quem me achasse bruta, brusca e, por uma voz de Braga, directa.
Só ontem é que se me fez luz e percebi que passo muitas horas com pessoas que ouvem mal. Eu que sou tão espertinha para algumas coisas, passo meses sem que a perspicácia me bata à porta. Assim na mesma lógica de viver há três anos num sótão, padecendo estoicamente com o calor nocturno de Agosto e só o ano passado me lembrar de comprar uma ventoinha...
Eu até achava que não gostava de berros, que falo sempre no mesmo tom de voz controlado (aparentemente isto só se passa dentro da minha cabeça). Lá percebi que o que me mexe com o sistema não é o volume de voz utilizado, mas o estado de espírito subjacente; ou seja: não posso com histerias. Gente que a falar de um qualquer assunto se passa dos carretos e vai por ali fora à carga num cavalho de batalha que ninguém vê. Choros, guinchos, quebras de voz e melodramas. Não dá. No meio do salsifré, tento passar a informação à pessoa em causa de que quando ela estiver normal, logo lhe dou atenção.
O que é verdade é que sempre tive a sensação de falar demasiado baixo. Se calhar, ao longo dos anos, os decibeis foram aumentando, juntamente com a sensação de desespero de ninguém me estar a ouvir.
Possivelmente, se eu não meter um travão, qualquer dia apregoo como quem vende a lotaria, em vez de conversar (peço a quem se aperceba do fenómeno que me toque discretamente no ombro e me alerte). Nesse dia, mudo-me lá para cima.
Apontaram-me a atenção para o facto de falar demasiado alto. A "acusação" foi pública, dando lugar à expressão de algumas opiniões. Houve quem me achasse bruta, brusca e, por uma voz de Braga, directa.
Só ontem é que se me fez luz e percebi que passo muitas horas com pessoas que ouvem mal. Eu que sou tão espertinha para algumas coisas, passo meses sem que a perspicácia me bata à porta. Assim na mesma lógica de viver há três anos num sótão, padecendo estoicamente com o calor nocturno de Agosto e só o ano passado me lembrar de comprar uma ventoinha...
Eu até achava que não gostava de berros, que falo sempre no mesmo tom de voz controlado (aparentemente isto só se passa dentro da minha cabeça). Lá percebi que o que me mexe com o sistema não é o volume de voz utilizado, mas o estado de espírito subjacente; ou seja: não posso com histerias. Gente que a falar de um qualquer assunto se passa dos carretos e vai por ali fora à carga num cavalho de batalha que ninguém vê. Choros, guinchos, quebras de voz e melodramas. Não dá. No meio do salsifré, tento passar a informação à pessoa em causa de que quando ela estiver normal, logo lhe dou atenção.
O que é verdade é que sempre tive a sensação de falar demasiado baixo. Se calhar, ao longo dos anos, os decibeis foram aumentando, juntamente com a sensação de desespero de ninguém me estar a ouvir.
Possivelmente, se eu não meter um travão, qualquer dia apregoo como quem vende a lotaria, em vez de conversar (peço a quem se aperceba do fenómeno que me toque discretamente no ombro e me alerte). Nesse dia, mudo-me lá para cima.
terça-feira, abril 18, 2006
Dúvida existencial # 27
A "Roma" vai sair em dvd?
Perdi catrefas de episódios e gostei muito dos que vi, mesmo com os romanos a falar inglês (pois que remédio). Não fosse eu tão preguiçosa a estudar história e tudo o que apanhasse sobre Roma antiga marchava. Mas isto só lá vai mesmo à base de romances históricos. Vou andar a controlar as prateleiras da fnac nos próximos tempos.
Perdi catrefas de episódios e gostei muito dos que vi, mesmo com os romanos a falar inglês (pois que remédio). Não fosse eu tão preguiçosa a estudar história e tudo o que apanhasse sobre Roma antiga marchava. Mas isto só lá vai mesmo à base de romances históricos. Vou andar a controlar as prateleiras da fnac nos próximos tempos.
quinta-feira, abril 06, 2006
Dúvida existencial # 25
Serei eu uma ave rara por me estar absolutamente nas tintas para o que 70 pessoas que me conhecem de vista possam comentar sobre a minha vida?
terça-feira, março 28, 2006
Dúvida existencial # 24
Porque é que insistem com a regionalização? Será que ainda não se aperceberam do tamanhinho do território nacional? E da homogeneidade de cultura? Nunca foram à Bélgica ou à Suíça para perceber a diferença?
Se calhar, é mais um daquelas medidas "correio azul". Quando o correio normal começou a funcionar mal e as cartas começaram a deixar de chegar de um dia para o outro a qualquer ponto do país continental, inventaram aquela brilhante solução; não só não tiveram de corrigir o que estava mal, como ainda começaram a embolsar mais.
É sempre tudo a tapar buracos...
Se calhar, é mais um daquelas medidas "correio azul". Quando o correio normal começou a funcionar mal e as cartas começaram a deixar de chegar de um dia para o outro a qualquer ponto do país continental, inventaram aquela brilhante solução; não só não tiveram de corrigir o que estava mal, como ainda começaram a embolsar mais.
É sempre tudo a tapar buracos...
segunda-feira, março 27, 2006
Finalmente, o esclarecimento da dúvida existencial # 23!
Obséquio do HL, a quem agradeço: "Descobri, fiz uma pesquisa no Google e lá diz que, possivelmente Maria Cachucha não foi ninguém e que a mais provável origem do termo é uma dança brasileira do século XIX com o mesmo nome."
quinta-feira, março 23, 2006
sexta-feira, março 17, 2006
Dúvida existencial # 21
Como é que a gente ainda funciona?
A minha contabilista deixa-me em pânico com uma má notícia sobre a segurança social (sujeita a confirmação). Uma outra contabilista, fazendo ar grave e sério, corrobora o que disse a primeira (mas é melhor confirmar). Outra contabilista ainda contradiz tudo e afirma que não é nada disso.
Como é melhor confirmar, lá vai a Mipo para a loja do cidadão, onde fica 3 (três) horas à espera da chamada da senha n.º 237. Chegado o momento, é com pesar que a notícia é, de facto, confirmada. Mipo, desanimada, resolve ainda, passado umas horas, ligar para segurança social, mesmo para ter a certeza. Qual não é o seu espanto quando, do outro lado da linha, não uma, mas duas pessoas (sim, porque é preciso confirmar!), lhe dizem que é tudo um perfeito disparate e para não se preocupar!
Confuso? Bastante. Foi um dia de ataque à paciência. Mas mais confuso ainda é tentar entender como é que esta sociedade ainda se aguenta de pé. Afinal, parece que ninguém (mesmo ninguém) percebe bem quais são as regras do jogo, que, aliás, o governo faz questão de mudar sempre que pode (são uns reinadios, a meter-se com a gente!...). Acho graça quando me dizem "mas se não tens a certeza, informa-te". ONDE, POR DEUS, COM QUEM?!?!
A minha contabilista deixa-me em pânico com uma má notícia sobre a segurança social (sujeita a confirmação). Uma outra contabilista, fazendo ar grave e sério, corrobora o que disse a primeira (mas é melhor confirmar). Outra contabilista ainda contradiz tudo e afirma que não é nada disso.
Como é melhor confirmar, lá vai a Mipo para a loja do cidadão, onde fica 3 (três) horas à espera da chamada da senha n.º 237. Chegado o momento, é com pesar que a notícia é, de facto, confirmada. Mipo, desanimada, resolve ainda, passado umas horas, ligar para segurança social, mesmo para ter a certeza. Qual não é o seu espanto quando, do outro lado da linha, não uma, mas duas pessoas (sim, porque é preciso confirmar!), lhe dizem que é tudo um perfeito disparate e para não se preocupar!
Confuso? Bastante. Foi um dia de ataque à paciência. Mas mais confuso ainda é tentar entender como é que esta sociedade ainda se aguenta de pé. Afinal, parece que ninguém (mesmo ninguém) percebe bem quais são as regras do jogo, que, aliás, o governo faz questão de mudar sempre que pode (são uns reinadios, a meter-se com a gente!...). Acho graça quando me dizem "mas se não tens a certeza, informa-te". ONDE, POR DEUS, COM QUEM?!?!
terça-feira, março 07, 2006
(ex-)Dúvida existencial # 20
Aquelas piadas nos pacotes de açúcar do café Nicola.
A título de exemplo: um bonequinho com uma mulher a guiar e duas crianças no banco de trás, com o seguinte diálogo por baixo:
"- Oh, não! Virei para uma rua de sentido proibido!
- Não faz mal, mãe! Vinha um carro da polícia atrás de nós e fez exactamente a mesma coisa."
E é isto. Todas as piadas de todos os pacotes são deste género (sei porque me têm passado muitos pela mão).
Achei que tinham os dias contados e, sempre que tomava café, virava os pacotinhos, na vã esperança de encontrar uma nova série. Lá estavam sempre os bonequinhos, com aqueles comentários por baixo. E eu sem perceber a insistência.
Hoje, finalmente, fez-se-me luz, ao balcão da pastelaria do costume (daí o ex- no título da posta). "Olha aqui!" A senhora que estava ao meu lado mostrava ao amigo o verso do pacote, cujo texto zelosamente transcrevi acima. Olhei de soslaio, para ver a reacção... "Ahahahah! Que engraçados!". Pronto. Fiquei esclarecida. Vou ter de deixar de ler pacotes de açúcar.
A título de exemplo: um bonequinho com uma mulher a guiar e duas crianças no banco de trás, com o seguinte diálogo por baixo:
"- Oh, não! Virei para uma rua de sentido proibido!
- Não faz mal, mãe! Vinha um carro da polícia atrás de nós e fez exactamente a mesma coisa."
E é isto. Todas as piadas de todos os pacotes são deste género (sei porque me têm passado muitos pela mão).
Achei que tinham os dias contados e, sempre que tomava café, virava os pacotinhos, na vã esperança de encontrar uma nova série. Lá estavam sempre os bonequinhos, com aqueles comentários por baixo. E eu sem perceber a insistência.
Hoje, finalmente, fez-se-me luz, ao balcão da pastelaria do costume (daí o ex- no título da posta). "Olha aqui!" A senhora que estava ao meu lado mostrava ao amigo o verso do pacote, cujo texto zelosamente transcrevi acima. Olhei de soslaio, para ver a reacção... "Ahahahah! Que engraçados!". Pronto. Fiquei esclarecida. Vou ter de deixar de ler pacotes de açúcar.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Dúvida existencial # 18
Porque é que o senhor do CSI Miami está sempre com a cabeça à banda e fala com as pessoas a olhar para o chão?
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Dúvida existencial # 17
Se eu tivesse partido a perna, em vez de a amolgar, isto passava mais depressa?
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Dúvida existencial # 16
Se eu já passei o ano no dia 21 de Novembro, porque raio tenho de comemorar amanhã?
Todos os anos é o mesmo stress. Tem de se "arranjar" programa para a passagem de ano. É uma regra implícita. Tudo bem, qualquer motivo é bom motivo para celebrar, mas, a não ser que eu tenha nascido no dia 31 de Dezembro, eu já passei o ano.
E refilo, mas todos os anos cedo à pressão. Confesso que a ideia de não fazer nada que não fizesse noutra noite qualquer me assusta um bocado.
No fundo, é uma questão de teimosia. Algumas das noites mais desprovidas de divertimento da minha vida foram na passagem de ano, incluindo inúmeras meias-noites assistidas no carro a tentar chegar a algum lado, cenas de pancadaria, festas em-casa-de-alguém-que-é-amigo-de-um-conhecido-de-alguém onde o dono da casa não nos queria lá (porque, diga-se em verdade, nem nos conhecia), carros atascados em poças, lareiras que metiam o fumo para dentro e nos obrigavam a abrir a janela para o frio gelado do Inverno, gripes por entre copos, etc.
A pior de todas incluiu um espalhafatoso acidente de automóvel de madrugada, depois de uma festa desastrosa, em que acabei por chegar a casa às 9 da manhã, de boleia com o Esteves - o porteiro da discoteca.
Talvez seja uma metáfora cósmica: muitas passagens e mudanças são dolorosas; assim na linha das dores de crescimento. Por mim, contentava-me por uma noite simpática, a dançar ou à conversa, mas se calhar o universo está a tentar dizer-me qualquer coisa e, como sou de compreensão lenta, isto vai durando.
Este ano, já me tinha decidido por uma noite caseirinha, na palheta, com alguns amigos. Aquela coisa de pular mais na pista de dança só porque o relógio o manda não me estava a apetecer.
Aparentemente, a coisa vai concretizar-se. Parece que vou entrar no dia 1 com as minhas duas amigas canadianas e mais umas portuguesas.
De qualquer modo, estejam onde estiverem, em Portimão a ver passar o Lisboa-Dakar, no Terreiro do Paço ao pé da árvore, ou no Lux a agitarem-se violentamente, bom revelhão a todos! Votos de um excelente 2006, sem acidentes de percurso!
Todos os anos é o mesmo stress. Tem de se "arranjar" programa para a passagem de ano. É uma regra implícita. Tudo bem, qualquer motivo é bom motivo para celebrar, mas, a não ser que eu tenha nascido no dia 31 de Dezembro, eu já passei o ano.
E refilo, mas todos os anos cedo à pressão. Confesso que a ideia de não fazer nada que não fizesse noutra noite qualquer me assusta um bocado.
No fundo, é uma questão de teimosia. Algumas das noites mais desprovidas de divertimento da minha vida foram na passagem de ano, incluindo inúmeras meias-noites assistidas no carro a tentar chegar a algum lado, cenas de pancadaria, festas em-casa-de-alguém-que-é-amigo-de-um-conhecido-de-alguém onde o dono da casa não nos queria lá (porque, diga-se em verdade, nem nos conhecia), carros atascados em poças, lareiras que metiam o fumo para dentro e nos obrigavam a abrir a janela para o frio gelado do Inverno, gripes por entre copos, etc.
A pior de todas incluiu um espalhafatoso acidente de automóvel de madrugada, depois de uma festa desastrosa, em que acabei por chegar a casa às 9 da manhã, de boleia com o Esteves - o porteiro da discoteca.
Talvez seja uma metáfora cósmica: muitas passagens e mudanças são dolorosas; assim na linha das dores de crescimento. Por mim, contentava-me por uma noite simpática, a dançar ou à conversa, mas se calhar o universo está a tentar dizer-me qualquer coisa e, como sou de compreensão lenta, isto vai durando.
Este ano, já me tinha decidido por uma noite caseirinha, na palheta, com alguns amigos. Aquela coisa de pular mais na pista de dança só porque o relógio o manda não me estava a apetecer.
Aparentemente, a coisa vai concretizar-se. Parece que vou entrar no dia 1 com as minhas duas amigas canadianas e mais umas portuguesas.
De qualquer modo, estejam onde estiverem, em Portimão a ver passar o Lisboa-Dakar, no Terreiro do Paço ao pé da árvore, ou no Lux a agitarem-se violentamente, bom revelhão a todos! Votos de um excelente 2006, sem acidentes de percurso!
terça-feira, dezembro 20, 2005
Dúvida existencial # 15
Porque recebi eu um fio dental com o Tweety na troca de presentes de Natal do trabalho?
segunda-feira, novembro 21, 2005
segunda-feira, novembro 14, 2005
Dúvida existencial # 13
O que é que a mãe da Joana tinha de fazer mais para receber a pena máxima? Quais foram as "atenuantes" que lhe tiraram 5 anos da pena?
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